Há 2 dias
sábado, 29 de setembro de 2012
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
chuva de meteoros
Sabe quando você lê certas coisas e poderia ter sido você escreveu? Que falam exatamente como se sente, ou aproxima muito? Então... essa semana, mais uma das sensíveis que atualmente tenho (a maldita tpm), li algumas coisas assim, que eu poderia ter escrito ou que eram exatamente ou que eu precisava ouvir. E ouvi algumas coisas também.
Começando com essa daí:
"eu queria um ‘reclame aqui’. um reclame aqui, só meu.
ali, depositaria minhas diretas e indiretas. como num divã, divagaria, devagarinho lamentos, críticas, sonhos, desejos, orações e vontades reprimidas. daquelas que a gente quer que os outros até saibam, mas não tem coragem de dizer.
eu queria que soubessem que me chateiam, me aborrecem, sem que eu precisasse fazer cara feia, ou mesmo virar a cara. no fundo, mais no fundo, queria era não passar por isso. mas já que não dá queria q entendessem pra não repetir e colocar tudo naquele ciclo vicioso, viciado. chato.
queria apagar e evitar tudo que deixa o dia como está hoje. em que procuro, mas não acho no que me agarrar.
parece que tudo se esvai e vai. e eu nem tenho vontade de segurar."
(vejabemmobem.tumblr.com)
Depois, num dia bem atípico, fui dormir antes das 22hrs, pra ver se o dia acabava logo.
Num outro dia, acordei me sentindo o cocô do cavalo do bandido. Me prendendo a futilidades e pensamentos que me deixavam com baixa auto-estima. E isso tudo somado sempre a grande capacidade que tenho de criar expectativas. E como muitos já dizem por aí, a expectativa é a mãe da decepção. Porém, ela nos mantêm ativos.
Aí abri meu email e nele eu recebo um horóscopo baseado no mapa astral (sim, eu acredito muito nos planetas transitando no meu céu) e li assim:
"Tenha cuidado, Luisa, entre os dias 21/09 (Hoje) e 09/10, com um certo sentimento de menos-valia e com pensamentos e atitudes que lhe levam a diminuir sua auto-estima, pois nesta fase o Sol estará se opondo à Vênus do seu mapa de nascimento. Este não é um trânsito particularmente forte, mas pode estar relacionado com uma tendência a enveredar por caminhos de autocrítica excessiva..."
E isso era exatamente o que eu tava sentindo. Comecei a me sentir muito fútil e ridícula.
Depois, participei de um papo sobre expectativas. Como é bem melhor criar porcos que expectativa. Pelo menos no final você tem bacon. Bom, eu não crio porcos. Crio expectativas. E no final, não tenho bacon (o que não faz diferença pra mim, já que não gosto mesmo). Tenho um monte de coisa chata entalada na garganta querendo pular pra fora. E as vezes elas pulam direcionadas como uma flecha no alvo, as vezes pulam como uma chuva sobre as pessoas e outras cai como uma chuva de meteoros que só se vê quando está num lugar longe e escuro, meio disfarçado e escondido do mundo.
Começando com essa daí:
"eu queria um ‘reclame aqui’. um reclame aqui, só meu.
ali, depositaria minhas diretas e indiretas. como num divã, divagaria, devagarinho lamentos, críticas, sonhos, desejos, orações e vontades reprimidas. daquelas que a gente quer que os outros até saibam, mas não tem coragem de dizer.
eu queria que soubessem que me chateiam, me aborrecem, sem que eu precisasse fazer cara feia, ou mesmo virar a cara. no fundo, mais no fundo, queria era não passar por isso. mas já que não dá queria q entendessem pra não repetir e colocar tudo naquele ciclo vicioso, viciado. chato.
queria apagar e evitar tudo que deixa o dia como está hoje. em que procuro, mas não acho no que me agarrar.
parece que tudo se esvai e vai. e eu nem tenho vontade de segurar."
(vejabemmobem.tumblr.com)
Depois, num dia bem atípico, fui dormir antes das 22hrs, pra ver se o dia acabava logo.
Num outro dia, acordei me sentindo o cocô do cavalo do bandido. Me prendendo a futilidades e pensamentos que me deixavam com baixa auto-estima. E isso tudo somado sempre a grande capacidade que tenho de criar expectativas. E como muitos já dizem por aí, a expectativa é a mãe da decepção. Porém, ela nos mantêm ativos.
Aí abri meu email e nele eu recebo um horóscopo baseado no mapa astral (sim, eu acredito muito nos planetas transitando no meu céu) e li assim:
"Tenha cuidado, Luisa, entre os dias 21/09 (Hoje) e 09/10, com um certo sentimento de menos-valia e com pensamentos e atitudes que lhe levam a diminuir sua auto-estima, pois nesta fase o Sol estará se opondo à Vênus do seu mapa de nascimento. Este não é um trânsito particularmente forte, mas pode estar relacionado com uma tendência a enveredar por caminhos de autocrítica excessiva..."
E isso era exatamente o que eu tava sentindo. Comecei a me sentir muito fútil e ridícula.
Depois, participei de um papo sobre expectativas. Como é bem melhor criar porcos que expectativa. Pelo menos no final você tem bacon. Bom, eu não crio porcos. Crio expectativas. E no final, não tenho bacon (o que não faz diferença pra mim, já que não gosto mesmo). Tenho um monte de coisa chata entalada na garganta querendo pular pra fora. E as vezes elas pulam direcionadas como uma flecha no alvo, as vezes pulam como uma chuva sobre as pessoas e outras cai como uma chuva de meteoros que só se vê quando está num lugar longe e escuro, meio disfarçado e escondido do mundo.
terça-feira, 18 de setembro de 2012
7
posso dizer, que a primeira vez que te conheci namorado, já te amava. ou achava que te amava.
por tudo, você me conquistou aos poucos, talvez inconscientemente, e estou apaixonada.
conhecendo você, seu jeito, seu olhar, seu toque, seus beijos, sua pele, seu corpo, seu sorriso... agora te conheço. e te quero por muito. por tudo. sempre.
por tudo, você me conquistou aos poucos, talvez inconscientemente, e estou apaixonada.
conhecendo você, seu jeito, seu olhar, seu toque, seus beijos, sua pele, seu corpo, seu sorriso... agora te conheço. e te quero por muito. por tudo. sempre.
terça-feira, 28 de agosto de 2012
Quando era mais nova, já fui esquecida na porta da escola. Algumas vezes até. Aquele dia que o combinado foi outro, que o horário era outro, que o lugar era outro, que mudou a rotina e eu fiquei na porta da escola. Nem sei dizer se tem realmente essas desculpas pelos esquecimentos, mas o fato é que a sensação de ser esquecido na porta da escola é muito ruim. A expectativa da espera, de que no próximo carro, no próximo passo perto ou no próximo olhar, esteja o esperado, o pai, a mãe. E aquele medo de querer olhar pra mais um carro, mais uma pessoa que caminha ao longe, e ter só mais uma decepção.
E agora vi que comecei a viajar muito longe no meu sentimento que é bem simples. Hoje me senti esquecida. É isso. E isso não é bom, nem legal. É chato. E triste.
.
E procurando uma imagem de menina esquecida na escola vi esse texto que me animou um pouco, mas já achei que não se aplica mais. Enfim...
Plantada que nem samambaia na porta da escola. Mochilinha nas costas, um par de sapatos caramelo e um rabo de solidão no canto olho. Eu era a menina do cabelo repartido ao meio, dos ombros desiguais, dos óculos com aros cor de abóbora, prostrada diante da imagem dos colegas indo pra casa de mãos dadas com seus pais.
E agora vi que comecei a viajar muito longe no meu sentimento que é bem simples. Hoje me senti esquecida. É isso. E isso não é bom, nem legal. É chato. E triste.
.
E procurando uma imagem de menina esquecida na escola vi esse texto que me animou um pouco, mas já achei que não se aplica mais. Enfim...
Plantada que nem samambaia na porta da escola. Mochilinha nas costas, um par de sapatos caramelo e um rabo de solidão no canto olho. Eu era a menina do cabelo repartido ao meio, dos ombros desiguais, dos óculos com aros cor de abóbora, prostrada diante da imagem dos colegas indo pra casa de mãos dadas com seus pais.
Pátio vazio, luzes apagadas!
Ao meu redor havia apenas o portão da escola e um zelador sentado num canto, ouvindo o jogo de futebol num radinho AM. E eu ali, criando raízes, de pé, à espreita. Eu era a menina do cabelo repartido ao meio que ninguém veio buscar. Eu era a menina que ficou pra fora do mundo!
Quando a vida nos presenteia com o imprevisível, muitas coisas passam pela nossa cabeça:
"Será que se eu tivesse calçado sapatos de outra cor, meu pai teria vindo me buscar?"
"E se, ao invés de manter o cabelo repartido ao meio, eu usasse um rabo de cavalo? Já teria ido pra casa de mãos dadas com a minha mãe, ou ao menos com uma babá que fosse?"
"Será que tudo que eu escolho me torna quem eu sou e define o que vai acontecer comigo?"
"A cor que optei para o aro dos meus óculos pode revelar traços de mim? É capaz de determinar os acontecimentos da minha vida?"
Plantada que nem samambaia na porta da escola. Mochilinha nas costas, um relógio de pulso pesando no braço e um rabo de lágrima no canto do olho. Eu era a menina dos ombros desiguais que fora esquecida ali.
Ao meu redor, havia apenas um poste de luz e um relógio de pulso tiquetaqueando mais que eu. Àquela altura, só me restava sentar e esperar! Poderia também saber quanto estava o jogo e me distrair por ali, acompanhando a narração dramática do locutor pelo radinho AM do porteiro-amigo. Ou quem sabe rezar para que alguém surgisse dobrando a esquina, somente na intenção de me resgatar!
Mas, considerando bem todas as minhas opções, percebi que poderia me movimentar e transformar toda a paisagem ao meu redor. Dei alguns passos que se tornaram contínuos num desejo único: desbravar a cidade e reconhecer o caminho de volta para casa. Nesse dia, observei que mesmo as samambaias são capazes de se modificar e dar nova forma ao mundo que as cercam. Samambaias podem voar quando ninguém está vendo e corações podem tiquetaquear mais que relógios de pulso.
E quando não há mais ninguém pra nos dar a mão ao atravessar a rua, ainda assim, devemos arriscar e ir além.
"Afinal, é para isso que servem as faixas de pedestres, não é mesmo?"
"É para isso que tenho pernas, estou certa?"
Para ir aonde se precisa chegar...
E chegar onde se precisa ir...
Contando com um pouco de sorte, um tanto de coragem, uns óculos cor de abóbora e um par de sapatos caramelo.
.
.
_MaíraViana_
'A menina das palavras'
segunda-feira, 20 de agosto de 2012
terça-feira, 14 de agosto de 2012
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
terça-feira, 7 de agosto de 2012
estou me sentindo hoje meio adolescente. com um frio na barriga, uma expectativa de viver, uma leveza.
sentindo saudade, vontade. vontade de voar. de apertar, de falar.
vontade de deitar pra ver estrela. de ouvir coisa boa.
de não fazer nada. de fazer tudo.
e eu quero mesmo é ser assim. feliz.
acho que é mesmo amor. de amigo, amor antigo, transformado, reconhecido.
terça-feira, 31 de julho de 2012
na vida, a gente tem que ser mais egoísta.
olhar mais pro nosso umbigo e pensar mais na gente.
parar de preocupar com o que os outros pensam, ou fazem.
se estou bem, é isso. e vai da consciência de cada um saber os limites das coisas.
eu tenho os meus limites, você tem os seus e se eu não vejo o seu, o problema não é meu.
olhar mais pro nosso umbigo e pensar mais na gente.
parar de preocupar com o que os outros pensam, ou fazem.
se estou bem, é isso. e vai da consciência de cada um saber os limites das coisas.
eu tenho os meus limites, você tem os seus e se eu não vejo o seu, o problema não é meu.
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