sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Rehab

Meu nome é Luisa e estou há um dia e meio sem entrar no facebook.
Tipo um rehab mesmo. Facebookers anônimos.
Antes eu morava no facebook e a cada minuto ia lá curtir alguma coisa, ver o que o povo tava fazendo, fuçar a vida alheia.
Agora, eu preencho meu tédio postando fotos no Instagram e conversando virtualmente com meus amigos.
Minha vida tá um pouco mais vazia. E já quis compartilhar tanta coisa nesse um dia e meio.
Em compensação, leio notícias várias vezes por dia.
Minha vida na verdade tá mais cheia. Cheia de tempo. E isso é bom.

sábado, 29 de setembro de 2012

Outro dia vi uma lista que relacionava os signos com ciúmes. Touro é o mais ciumento. Nenhuma novidade pra mim.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

chuva de meteoros

Sabe quando você lê certas coisas e poderia ter sido você escreveu? Que falam exatamente como se sente, ou aproxima muito? Então... essa semana, mais uma das sensíveis que atualmente tenho (a maldita tpm), li algumas coisas assim, que eu poderia ter escrito ou que eram exatamente ou que eu precisava ouvir. E ouvi algumas coisas também.

Começando com essa daí:

"eu queria um ‘reclame aqui’. um reclame aqui, só meu.
ali, depositaria minhas diretas e indiretas. como num divã, divagaria, devagarinho lamentos, críticas, sonhos, desejos, orações e vontades reprimidas. daquelas que a gente quer que os outros até saibam, mas não tem coragem de dizer.

eu queria que soubessem que me chateiam, me aborrecem, sem que eu precisasse fazer cara feia, ou mesmo virar a cara. no fundo, mais no fundo, queria era não passar por isso. mas já que não dá queria q entendessem pra não repetir e colocar tudo naquele ciclo vicioso, viciado. chato.

queria apagar e evitar tudo que deixa o dia como está hoje. em que procuro, mas não acho no que me agarrar.

parece que tudo se esvai e vai. e eu nem tenho vontade de segurar."

(vejabemmobem.tumblr.com)

Depois, num dia bem atípico, fui dormir antes das 22hrs, pra ver se o dia acabava logo. 

Num outro dia, acordei me sentindo o cocô do cavalo do bandido. Me prendendo a futilidades e pensamentos que me deixavam com baixa auto-estima. E isso tudo somado sempre a grande capacidade que tenho de criar expectativas. E como muitos já dizem por aí, a expectativa é a mãe da decepção. Porém, ela nos mantêm ativos.

Aí abri meu email e nele eu recebo um horóscopo baseado no mapa astral (sim, eu acredito muito nos planetas transitando no meu céu) e li assim:

"Tenha cuidado, Luisa, entre os dias 21/09 (Hoje) e 09/10, com um certo sentimento de menos-valia e com pensamentos e atitudes que lhe levam a diminuir sua auto-estima, pois nesta fase o Sol estará se opondo à Vênus do seu mapa de nascimento. Este não é um trânsito particularmente forte, mas pode estar relacionado com uma tendência a enveredar por caminhos de autocrítica excessiva..."

E isso era exatamente o que eu tava sentindo. Comecei a me sentir muito fútil e ridícula.

Depois, participei de um papo sobre expectativas. Como é bem melhor criar porcos que expectativa. Pelo menos no final você tem bacon. Bom, eu não crio porcos. Crio expectativas. E no final, não tenho bacon (o que não faz diferença pra mim, já que não gosto mesmo). Tenho um monte de coisa chata entalada na garganta querendo pular pra fora. E as vezes elas pulam direcionadas como uma flecha no alvo, as vezes pulam como uma chuva sobre as pessoas e outras cai como uma chuva de meteoros que só se vê quando está num lugar longe e escuro, meio disfarçado e escondido do mundo.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

7

posso dizer, que a primeira vez que te conheci namorado, já te amava. ou achava que te amava.
por tudo, você me conquistou aos poucos, talvez inconscientemente, e estou apaixonada.
conhecendo você, seu jeito, seu olhar, seu toque, seus beijos, sua pele, seu corpo, seu sorriso... agora te conheço. e te quero por muito. por tudo. sempre.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Quando era mais nova, já fui esquecida na porta da escola. Algumas vezes até. Aquele dia que o combinado foi outro, que o horário era outro, que o lugar era outro, que mudou a rotina e eu fiquei na porta da escola. Nem sei dizer se tem realmente essas desculpas pelos esquecimentos, mas o fato é que a sensação de ser esquecido na porta da escola é muito ruim. A expectativa da espera, de que no próximo carro, no próximo passo perto ou no próximo olhar, esteja o esperado, o pai, a mãe. E aquele medo de querer olhar pra mais um carro, mais uma pessoa que caminha ao longe, e ter só mais uma decepção.
E agora vi que comecei a viajar muito longe no meu sentimento que é bem simples. Hoje me senti esquecida. É isso. E isso não é bom, nem legal. É chato. E triste.
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E procurando uma imagem de menina esquecida na escola vi esse texto que me animou um pouco, mas já achei que não se aplica mais. Enfim...




Plantada que nem samambaia na porta da escola. Mochilinha nas costas, um par de sapatos caramelo e um rabo de solidão no canto olho. Eu era a menina do cabelo repartido ao meio, dos ombros desiguais, dos óculos com aros cor de abóbora, prostrada diante da imagem dos colegas indo pra casa de mãos dadas com seus pais.

Pátio vazio, luzes apagadas!
Ao meu redor havia apenas o portão da escola e um zelador sentado num canto, ouvindo o jogo de futebol num radinho AM. E eu ali, criando raízes, de pé, à espreita. Eu era a menina do cabelo repartido ao meio que ninguém veio buscar. Eu era a menina que ficou pra fora do mundo!
Quando a vida nos presenteia com o imprevisível, muitas coisas passam pela nossa cabeça:
"Será que se eu tivesse calçado sapatos de outra cor, meu pai teria vindo me buscar?"
"E se, ao invés de manter o cabelo repartido ao meio, eu usasse um rabo de cavalo? Já teria ido pra casa de mãos dadas com a minha mãe, ou ao menos com uma babá que fosse?"
"Será que tudo que eu escolho me torna quem eu sou e define o que vai acontecer comigo?"
"A cor que optei para o aro dos meus óculos pode revelar traços de mim? É capaz de determinar os acontecimentos da minha vida?"
Plantada que nem samambaia na porta da escola. Mochilinha nas costas, um relógio de pulso pesando no braço e um rabo de lágrima no canto do olho. Eu era a menina dos ombros desiguais que fora esquecida ali.
Ao meu redor, havia apenas um poste de luz e um relógio de pulso tiquetaqueando mais que eu. Àquela altura, só me restava sentar e esperar! Poderia também saber quanto estava o jogo e me distrair por ali, acompanhando a narração dramática do locutor pelo radinho AM do porteiro-amigo. Ou quem sabe rezar para que alguém surgisse dobrando a esquina, somente na intenção de me resgatar!
Mas, considerando bem todas as minhas opções, percebi que poderia me movimentar e transformar toda a paisagem ao meu redor. Dei alguns passos que se tornaram contínuos num desejo único: desbravar a cidade e reconhecer o caminho de volta para casa. Nesse dia, observei que mesmo as samambaias são capazes de se modificar e dar nova forma ao mundo que as cercamSamambaias podem voar quando ninguém está vendo e corações podem tiquetaquear mais que relógios de pulso.
E quando não há mais ninguém pra nos dar a mão ao atravessar a rua, ainda assim, devemos arriscar e ir além.
"Afinal, é para isso que servem as faixas de pedestres, não é mesmo?"
"É para isso que tenho pernas, estou certa?"
Para ir aonde se precisa chegar...
E chegar onde se precisa ir...
Contando com um pouco de sorte, um tanto de coragem, uns óculos cor de abóbora e um par de sapatos caramelo.
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_MaíraViana_ 
'A menina das palavras'


terça-feira, 14 de agosto de 2012

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Eu tenho memória de elefante. Memória seletiva, mas tenho. Seletiva burra. Ainda vou aprender a dominar minha memória pra selecionar certo.

Tem coisas que o coração perdoa, mas não esquece a toa.

terça-feira, 7 de agosto de 2012


estou me sentindo hoje meio adolescente. com um frio na barriga, uma expectativa de viver, uma leveza.
sentindo saudade, vontade. vontade de voar. de apertar, de falar.
vontade de deitar pra ver estrela. de ouvir coisa boa.
de não fazer nada. de fazer tudo.
e eu quero mesmo é ser assim. feliz.
acho que é mesmo amor. de amigo, amor antigo, transformado, reconhecido.

terça-feira, 31 de julho de 2012

na vida, a gente tem que ser mais egoísta.
olhar mais pro nosso umbigo e pensar mais na gente.
parar de preocupar com o que os outros pensam, ou fazem.
se estou bem, é isso. e vai da consciência de cada um saber os limites das coisas.
eu tenho os meus limites, você tem os seus e se eu não vejo o seu, o problema não é meu.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

A 10 anos atrás eu era outra pessoa.
hoje eu acordei verde.

meio E.T.
amadureça, cresça e apareça.
há esperança, sempre.
meio cactus com espinhos.
meio grama mais verde no vizinho.
no olho o verde brilha.
siga em frente, não é pare nem atenção. o caminho é livre.

domingo, 29 de julho de 2012

as vezes queria que você falasse. pra eu ouvir.
dia desses sonhei com você. estava indo pro pará passear. e depois fiquei sabendo que você anda povoando sonhos longe, no pará.
e comecei a achar que meu sonho não era só sonho. você também estava lá por você, por outros, passeando no pará.


agora pára de ir pro pará.
cansei.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

fico aqui, mergulhada no seu mundo e esqueço de olhar no espelho. me ver. ver o meu reflexo.
não tenho medo do mundo, não vou me preocupar.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Com tanto sentimento bom por aí, vai se prender logo nos ruins?!

quinta-feira, 12 de julho de 2012

sinto aqui como meu cantinho, só meu, onde ninguém me vê. onde posso falar as coisas que passam na minha cabeça, que eu até queria que alguém visse, mas não quero falar. me lembro de quando escrevia emails pra mim mesma, pra falar essas coisas. mas aqui, escrevo agora pra eu lembrar, pra esquecer, na esperança que um dia você vai ler. eu mesma vou ler.
hoje foi um dia muito difícil de auto conhecimento. aliás, reconhecimento. porque tudo que vi hoje, eu já sabia. e é engraçado como tive sinais o dia inteiro. e é engraçado como quando a gente pensa muito e procura muito, acha que tudo é um sinal, acha que alguma coisa quer me abrir os olhos pra ser melhor. e essa coisa de achar sinal em tudo, ver coisa onde não tem, procurar cabelo em ovo, já diziam, quem procura acha. e eu achei. me achei mais um pouco.

ontem, depois de ter mostrado meu lado monstro por duas vezes, acabei te afastando de mim. inconsciente (ou psicológico) que seja, foi um dos sinais de que eu realmente preciso mudar e que já está passando da hora. porque aos poucos, vou quebrando isso da gente. e hoje, quebrei uma unha, ontem arranhei o fim do nariz no meio dos olhos (próximo ao meu terceiro olho, talvez pra me lembrar de enxergar melhor as coisas), hoje quebrei o sabonete no banho e durante o trabalho, uma mensagem pulou na tela "deseja salvar as alterações em LU?". Desejo, desejo muito alterar a LU e salvar pra sempre as mudanças.

e hoje o dia, foi longo. e geralmente, as minhas quintas-feiras que são alegres porque vêm depois da quarta e mais alegres ainda porque falta 1 dia pra sexta, foi difícil. e estou triste. e com medo.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

As vezes acredito mesmo em energia. E acho mesmo que sou sensitiva. Ou sensível. Ou os dois, vai saber.
As vezes, mentira, geralmente, às quintas-feiras fica mais difícil manter a cabeça no trabalho. E hoje especialmente, a distração é potencializada pelo sono que não tá pouco. Cadê as férias?!

terça-feira, 19 de junho de 2012

As vezes eu fico meio brega, cantando músicas de amor na minha cabeça. Ainda vou cantar todas pra você.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Fico querendo te apresentar todo o meu mundo de antes de você.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

TGI friday

It will be allright. It's friday. Later you'll have a beer and your issues will go away.
Oh no, you wont drink actually. Find other way to cheer up!
para o controle de um vício nada melhor que outro.


tentando me auto-sabotar.
e por hora, está funcionando.
já fui muito boa nessa arte, antes aplicada em outras áreas da minha vida. antes, sem filtro, o auto-sabotamento era porque eu achava que fazia o que eu queria conscientemente, mas na verdade fazia o que não queria inconscientemente.
agora faço conscientemente o que não quero e me auto-saboto para conscientemente não fazer o que eu acho que quero mas no fundo não quero.


que que eu queria mesmo?